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Gotoh 510TS-FE1 ST-Style Tremolo B

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4.8 / 5

acabamento

Gotoh 510TS-FE1 ST-Style Tremolo B
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AB
Por que escolhi a Gotoh 510TS-FE1 para o upgrade da minha Yamaha EG 303 de 1995?
Anderson Benac 28.08.2026
Quando decidi investir pesado no upgrade da minha velha guerreira — uma Yamaha EG 303 preta, fabricada em 1995 —, a escolha da ponte era um dos pontos mais críticos. Sei que muita gente olha para uma EG 303 e vê apenas uma guitarra de entrada daquela época, mas quem toca nela sabe que ela não é ruim. Mais do que isso: o instrumento cruzou a barreira dos 30 anos. Três décadas depois, a madeira estabilizou completamente, secou e hoje ressoa com uma maturidade e um sustain que você simplesmente não encontra em guitarras novas de entrada. O corpo merece um hardware à altura dessa evolução natural do tempo.A ponte original, de seis parafusos vintage, já não dava conta do recado em termos de estabilidade e transferência de energia. Foi aí que escolhi a Gotoh 510TS-FE1, e os motivos foram puramente práticos:A busca pelo bloco de aço maciço (Steel Block): O "TS" no código dessa ponte foi o fator decisivo. Eu não queria um bloco de zinco (die-cast) comum. Essa versão vem com o bloco usinado em aço de alta densidade. Como a madeira da minha guitarra melhorou absurdamente após 30 anos, eu precisava de uma ponte que fizesse o casamento perfeito com essa ressonância. O bloco de aço garante que o sustain e os harmônicos da madeira sejam totalmente aproveitados, dando um corpo ao som que a ponte antiga matava.Fim do sofrimento com afinação (Sistema FST): Pontes antigas de Stratocaster costumam travar as cordas na saída do bloco, causando atrito crônico e fazendo a guitarra desafinar a cada bend ou alavancada. A Gotoh resolveu isso com o design FST, que cria canais internos livres no bloco. A corda vai direto para o carrinho sem raspar na placa. O retorno ao ponto zero é perfeito.Estabilidade física no apoio da mão: A placa em aço cromo-molibdênio e os carrinhos (saddles) sólidos de bloco usinado são encaixados em ranhuras individuais na placa de base. Isso significa que, na hora de tocar, os carrinhos não se movem para os lados. A ancoragem com o sistema de trava interna dos pivôs (Stud Lock) elimina qualquer folga mecânica.Ergonomia e precisão no estúdio: Além do som, o conforto físico mudou da água para o vinho. Não há parafusos salientes arranhando a mão na hora do palm muting. O sistema de alavanca push-in com ajuste de torque por parafuso Allen permite deixar a haste firme exatamente onde eu quero, sem aquele balanço bobo ou folga das pontes de rosca antigas.O veredito do upgrade:Transformar uma EG 303 com 30 anos de estrada usando uma Gotoh 510TS-FE1 é dar ao corte de madeira madura o respeito que ele acumulou com o tempo. Exigiu uma pequena adaptação de luthier para sair dos 6 parafusos tradicionais para os 2 pivôs modernos, mas o resultado prático na estabilidade de afinação, no ataque e no sustain justifica cada centavo. A guitarra deixou de soar como um instrumento limitado de meados dos anos 90 para se tornar uma ferramenta de estúdio extremamente confiável, versátil e com uma identidade sonora madura.
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