A
Recomendação difícil, mas possível nas circunstâncias certas
Adquiri este produto juntamente com uma Ortofon 2M Blue, mas deixo a review baseada no setup original.
O gira-discos tem um acabamento muito bonito e sólido, embora alguns pormenores (como o logotipo totalmente descentrado do respetivo recesso na tampa (e um risco interno significativo) não fosse algo esperado, especialmente quando se anuncia orgulhosamente o “Made In Europe”.
A Ortofon OM5E fornecida veio bem instalada (confirmado com o protactor incluído com o produto), e o restante setup é muito simples.
Desde a primeira audição, notei que algo estava errado com o som, considerando que eu já tinha uma OM5E há vários anos, instalada num gira-discos com mais de 40 anos.
Visualmente, apenas via a diferença da nova OM5E ter o cantiléver muito mais próximo da célula (face à minha), e depois de muitos testes (incluindo utilizar a minha agulha e célula antigas no Pro-Ject), verifiquei que a agulha fornecida tem problemas técnicos evidentes, com um “buraco” de 30 dB a 7000 Hz, antecedido de um pico pouco antes disso.
Ainda que esse buraco tenha um “Q” muito estreito, os efeitos são perfeitamente audíveis por comparação das duas unidades de OM5E, para além de que a separação stereo e largura de palco não é remotamente tão boa (evidente num bom sistema, e ainda mais, com auscultadores).
Curiosamente, existia cerca de 1,5 dB a mais de sinal no canal direito com ambas as agulhas OM5E, que desapareceu depois de eu trocar a célula com a antiga, e voltar a instalar a nova (mantendo-se apenas o problema com a agulha nova), tanto com o pré-amplificador Phono integrado, como com um externo.
Falando do pré de phono integrado, cumpre perfeitamente a função, ainda que fique notavelmente abaixo do que podemos encontrar num bom amplificador integrado, o que faz sentido, face ao valor total do gira-discos.
Após instalar a Ortofon 2M Blue, o pré de phono integrado é algo que não deve ser utilizado, pois tal como mencionado nas especificações, dá um péssimo casamento (com agudos excessivos), mas eleva este Pro-Ject para um patamar de qualidade totalmente distinto, utilizando um pré de phono externo.
De notar apenas que é impossível afinar o peso correto de uma 2M Blue neste gira-discos sem utilizar uma balança externa dedicada, uma vez que esta versão do Pro-Ject Debut termina o curso do contrapeso antes de atingirmos o ponto de equilíbrio (as 0 gramas que serviriam de base).
As minhas capturas e gravações foram feitas recorrendo a uma Motu Ultralite mk5, não fazendo qualquer sentido comparar com o conversor incluído (nem nunca foi essa a intenção).
Conclusão:
A qualidade dos acabamentos (pintura) e robustez, bem como a simplicidade do design é algo que me agrada, e utilizando um pré de phono externo (como qualquer bom amplificador costuma ter, ou um dos vários à venda no mercado) e uma célula de melhor qualidade, consigo recomendar este artigo.
A falta de qualidade em alguns acabamentos (exemplo da tampa, que é a primeira coisa que a pessoa vê quando se aproxima dele para o utilizar) e o risco interno não se alinham por cima sequer neste patamar de preços.
A Ortofon fornecida é uma boa célula/agulha para o seu valor, mas só se vier dentro das especificações (o que não aconteceu no meu caso).
Recomendar este gira-discos é difícil, porque no final, eu identifiquei os problemas (fruto de décadas de experiência com vinil), e no final, não iria utilizar nem o pré de phono nem a célula fornecida, e com estas alterações, o Pro-Ject demonstra a sua qualidade.
Para aqueles que apenas agora se iniciam no mundo do vinil, receio ser uma opção arriscada, porque estes problemas poderiam ser interpretados como falta de qualidade do disco ou formato, quando me parece que terá faltado é o correto controlo de qualidade (ponto no qual esperava mais, mesmo dentro desta ordem de valores).
O gira-discos tem um acabamento muito bonito e sólido, embora alguns pormenores (como o logotipo totalmente descentrado do respetivo recesso na tampa (e um risco interno significativo) não fosse algo esperado, especialmente quando se anuncia orgulhosamente o “Made In Europe”.
A Ortofon OM5E fornecida veio bem instalada (confirmado com o protactor incluído com o produto), e o restante setup é muito simples.
Desde a primeira audição, notei que algo estava errado com o som, considerando que eu já tinha uma OM5E há vários anos, instalada num gira-discos com mais de 40 anos.
Visualmente, apenas via a diferença da nova OM5E ter o cantiléver muito mais próximo da célula (face à minha), e depois de muitos testes (incluindo utilizar a minha agulha e célula antigas no Pro-Ject), verifiquei que a agulha fornecida tem problemas técnicos evidentes, com um “buraco” de 30 dB a 7000 Hz, antecedido de um pico pouco antes disso.
Ainda que esse buraco tenha um “Q” muito estreito, os efeitos são perfeitamente audíveis por comparação das duas unidades de OM5E, para além de que a separação stereo e largura de palco não é remotamente tão boa (evidente num bom sistema, e ainda mais, com auscultadores).
Curiosamente, existia cerca de 1,5 dB a mais de sinal no canal direito com ambas as agulhas OM5E, que desapareceu depois de eu trocar a célula com a antiga, e voltar a instalar a nova (mantendo-se apenas o problema com a agulha nova), tanto com o pré-amplificador Phono integrado, como com um externo.
Falando do pré de phono integrado, cumpre perfeitamente a função, ainda que fique notavelmente abaixo do que podemos encontrar num bom amplificador integrado, o que faz sentido, face ao valor total do gira-discos.
Após instalar a Ortofon 2M Blue, o pré de phono integrado é algo que não deve ser utilizado, pois tal como mencionado nas especificações, dá um péssimo casamento (com agudos excessivos), mas eleva este Pro-Ject para um patamar de qualidade totalmente distinto, utilizando um pré de phono externo.
De notar apenas que é impossível afinar o peso correto de uma 2M Blue neste gira-discos sem utilizar uma balança externa dedicada, uma vez que esta versão do Pro-Ject Debut termina o curso do contrapeso antes de atingirmos o ponto de equilíbrio (as 0 gramas que serviriam de base).
As minhas capturas e gravações foram feitas recorrendo a uma Motu Ultralite mk5, não fazendo qualquer sentido comparar com o conversor incluído (nem nunca foi essa a intenção).
Conclusão:
A qualidade dos acabamentos (pintura) e robustez, bem como a simplicidade do design é algo que me agrada, e utilizando um pré de phono externo (como qualquer bom amplificador costuma ter, ou um dos vários à venda no mercado) e uma célula de melhor qualidade, consigo recomendar este artigo.
A falta de qualidade em alguns acabamentos (exemplo da tampa, que é a primeira coisa que a pessoa vê quando se aproxima dele para o utilizar) e o risco interno não se alinham por cima sequer neste patamar de preços.
A Ortofon fornecida é uma boa célula/agulha para o seu valor, mas só se vier dentro das especificações (o que não aconteceu no meu caso).
Recomendar este gira-discos é difícil, porque no final, eu identifiquei os problemas (fruto de décadas de experiência com vinil), e no final, não iria utilizar nem o pré de phono nem a célula fornecida, e com estas alterações, o Pro-Ject demonstra a sua qualidade.
Para aqueles que apenas agora se iniciam no mundo do vinil, receio ser uma opção arriscada, porque estes problemas poderiam ser interpretados como falta de qualidade do disco ou formato, quando me parece que terá faltado é o correto controlo de qualidade (ponto no qual esperava mais, mesmo dentro desta ordem de valores).
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